segunda-feira, 13 de junho de 2011

Declarações de mesa



Sinuosas são as curvas deste corpo que a protege, minha negra deliciosa. Companheira libertina e barata das madrugadas ilusoriamente frias, tens o doce assaz aprazível; teu forte é outro, outrossim. É o amargo viciante do teu âmago derradeiro, fim-de-gozo, restos de prazer. Engulo-lhe n’uma incandescente lascívia, fonte de petróleo viscoso e jorrante que sustenta minha sociedade. Queima agora todo este músculo palativo que suga e penetra tuas vísceras, deleitosa preta que é puro fogo, calor e suor. Só não vá embora agora que te provei quatro vezes seguidas: deixe-me lhe apreciar mais uma vez, querida xícara de café.

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