sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Grande Campina

Não é à toa que Campina Grande está em primeiro lugar entre as cidades brasileiras que mais têm PhD’s per capita; é, também, a cidade que conta com o maior número de Universidades em função da população. São cerca de 400 mil habitantes servidos de 16 Institutos de Educação Superior, dos quais, três públicos - UFCG, UEPB e IFPB.
Sua história remonta a povoação por índios Ariús, que descobriram na Serra da Borborema um clima agradável – ao contrário do que o senso-comum diz sobre o interior da Paraíba. Posteriormente, foi consolidada como vila por capitães-mores, diante da sua importância na rota comercial de tropeiros.
A segunda maior cidade paraibana já foi a primeira. Maior produtora de algodão do país no Séc. XX, viu sua demografia crescer 650% em 32 anos, sendo superada pela capital, João Pessoa, apenas na década de 50. O “Ouro Branco” entrou em decadência, mas assistiu a ascensão da economia industrial e comercial em Campina Grande, importante entroncamento rodoviário da região Nordeste.
Recentemente, Campina recebeu o título de “Tech City” por suas conquistas na área informática e tecnológica. Apontada pela revista americana Newsweek, na edição de Abril 2001, como “Vale do silício brasileiro”, foi descrita como grande emergente no mercado de desenvolvimento de softwares, ao lado de cidades como Oakland (Califórnia), Suzhou (China) e Côte d’Azur (França). A Universidade Federal de Campina Grande, antigo campus II da UFPB, é, em parte, responsável por este sucesso. Os cursos de Ciências da Computação e Engenharia Elétrica - ambos avaliados pelo MEC como Conceito 5, “nível excelente” - adquiriram, em 1967, o primeiro computador do Nordeste, um Mainframe IBM que custou 500 mil dólares.
Açude Velho, cartão-postal de Campina Grande/PB
A atividade industrial campinense também se destaca na área alimentícia e vestuária, sediando a produção nacional das Havaianas, pertencente ao grupo Alpargatas.
Expoente da autêntica cultura nordestina, Campina Grande mantém um rico patrimônio cultural. Tida como “Capital do Forró”, promove, no Parque do Povo, durante 30 dias o considerado “Maior São João do Mundo”, que reúne exposições de artesanato, vaquejadas, quadrilhas e muita, mas muita música. Sem esquecer de importantes eventos, tais como Encontro Cristão da Nova Consciência, Micarande, Festival de Inverno e Festival de Cinema de Campina Grande.
Dentre estes e outros fatores, Campina Grande se consolida como cidade-pólo no interior nordestino, seja na área educacional seja na comercial, integrando pujança econômica aos costumes e tradições sertanejas.