terça-feira, 16 de novembro de 2010

Com quantos Brasís se faz um país?

As multifaces de um Brasil que já nasceu plural

Unidade certamente não é o melhor termo para definir a cultura brasileira. Depois de séculos de miscigenação e sincretismo, a diversidade é o que compõe este mosaico chamado Brasil. Do idioma lusitano às iguarias africanas, passando pelos costumes tupiniquins, a identidade nacional compreende uma pluralidade cultural de forma peculiar.
   Diante da continentalidade do Brasil, cada região política ou mesmo cada estado, possui aspectos singulares na sua composição étnica e no seu modo de vida. É inegável a presença européia no Sul, por exemplo, devido à forte imigração a partir do século XIX, predominantemente italiana e alemã, tão clara na arquitetura das cidades históricas sulistas. Como também no Nordeste, principal pólo econômico do país no período colonial, que traz consigo fortes heranças da cultura africana, seja na música, nos pratos típicos ou na religião.
- “A sociedade brasileira reflete, por sua própria formação histórica, o pluralismo. Somos nacionalmente, hoje, uma síntese intercultural. Nossa singularidade consiste em aceitar – um pouco mais do que outros - a diversidade e transformá-la em algo mais universal.” – afirma o Embaixador do Brasil junto à UNESCO, Antonio A. Dayrell de Lima.
   São 190 milhões de pardos, mamelucos, cafuzos e mulatos, frutos de uma intensa fusão das diversas nações que aqui se encontram. O Brasil é o país com maior número de católicos do mundo (125 milhões de fiéis), e com a maior taxa de crescimento protestante (superando em 4 vezes o da população); tem a mais abrangente biodiversidade do planeta, mas a sua economia de commodities está voltada para a comercialização de café, soja e frango, produtos de origem estrangeira.
   Uma das conseqüências dessa integração de costumes é a promoção de um laboratório para pesquisas no que tange à indústria do turismo, levando o Brasil a ser o primeiro destino das férias dos europeus e estadunidenses na América do Sul. Prova disso é a mais nova campanha da Embratur “Brasil Sensacional”, por meio do Ministério do Turismo, em parceria com as revistas mais lidas de Portugal, que explora a diversidade brasileira.
- “Além de informativo, o guia foi desenvolvido exclusivamente para o turista português, o que desperta, no público final, as inúmeras possibilidades que o Brasil tem para oferecer”, explica a executiva do Escritório Brasileiro de Turismo em Portugal, Neila Araújo.
   De fato, o melhor termo para se definir a diversidade brasileira é o sábio neologismo ''brasilidade'' que, nascido em meio aos acordes do samba, da bossa nova e das cantigas de roda, veio resumidamente dedilhado nos versos de Chico Buarque em Para Todos:
“O meu pai era paulista/Meu avô, pernambucano/O meu bisavô, mineiro/Meu tataravô, baiano/Meu maestro soberano/Foi Antonio Brasileiro.”

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

"Seja qual for o seu sonho... Conquiste-o."


Todos riram, ao menos uma vez, quando alguém disse que a nossa sala era unida; mas agora, não tem tanta graça. E não é só o momento de despedida que nos faz esquecer os tantos conflitos: é, também, a reflexão de que passamos mais um ano, o último, ao lado de pessoas maravilhosas. Percebemos que os nossos defeitos e divergências que levaram às brigas só nos fazem mais humanos e próximos um do outro.
   Poderíamos ser apenas mais um terceiro ano que se forma. Mais uma turma de amigos que se separa, mais lágrimas, abraços e sorrisos que acontecem todo final de ano. Obviamente, não somos. Foram momentos especiais demais para generalizar – momentos que, provavelmente, aconteceram com outras pessoas em outras classes, mas que não deixam de ser únicos. Ao passo que aumentava a tensão pré-vestibular, crescia a cumplicidade. Aproveitamos as situações mais rotineiras para transformar a convivência em laços de amizade que, hoje, se distanciam fisicamente.
   Uma piada de Ives no meio da aula; a risada de Carol. Uma pesca engenhosamente arquitetada; a recriminação do fiscal. Uma solicitação conjunta e indignada a Ivanete; uma lição de moral de Elemar. Um “Parabéns pra você” interrompendo a aula; um “Com quem será” com Ícaro. Mais um cansativo simulado “Refazendo”; mais uma caixa de chocolate para Lílian. Uma aula de História com Nelma; Luan e André para um lado, Thaís e Nara para o outro. Passados JERP e Copa Escolar, Leonardo ainda se pergunta: Afinal, “cadê o futsal”?
   Ao sairmos pela última vez dos portões da EDI Master – onde, pacientemente, Zé durante todo o ano pediu, em vão, pra que não usássemos sandálias –, levaremos conosco parte do Colégio. Ficará marcada em nós a dedicação com que cada professor e funcionário tiveram pra que nós nos tornássemos melhores. A eles, não um “adeus”, mas um “obrigado”.
   A jornada chega ao fim, e cada um de nós tomará o seu caminho. Entre tantas siglas de Universidades, nos espalharemos para outras cidades e até estados, depois de meses compartilhando essas quatro paredes. Não partiremos apenas da casa dos nossos pais; deixaremos, aqui, a segunda família que escolhemos e construímos, a que nos ensinou que em meio a um futuro incerto e repleto de inseguranças, há uma certeza: Seja qual for o nosso sonho... Conquistaremos.