sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sparta ireceense


Eu ainda ouço os brados daquele exército. Ecoam em mim em uníssono, até fazer com que eu mesmo exprima a sua voz. Guerreiros por excelência, o seu brasão não é menos importante que suas armas; as suas almas anseiam pelo triunfo absoluto, e nada menos. E vencem; batalha por batalha, pacientemente. Experimentaram a derrota, mas não a desonra – o sangue escorrido na pele se transformou em uma protetora cicatriz. O peito arfante não conhece o cansaço, os olhos não conhecem o chão. As cores vibrantes de suas armaduras refletem a voracidade de sua fome: se alimentam da sujeição de seus adversários. Gigantes, o seu pequeno número não representa a sua raça, a sua força. Basta que seus olhos incandescentes se encontrem – os mesmos opacos que afrontam os inimigos –, e então a celebração da conquista os envolvem por completo. O exército brada:
“EDI raça,
EDI força,
EDI...
Vencer, vencer, vencer!”

Um comentário:

  1. Suas palavras me arrepiaram,
    só de lembrar que já passou e foi inesquecível.
    Espero que isso ainda se repita, de alguma forma, mais e mais vezes...

    “EDI raça,
    EDI força,
    EDI...
    Vencer, vencer, vencer!”²

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